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Publicado em 04 de janeiro de 2019 às 11:21

Quem é Marcos Pontes, o ministro da Ciência e Tecnologia

Marcos Pontes assume Ministério da Ciência e Tecnologia e anuncia secretaria para incentivar pesquisas

Apesar de ser conhecido quase que exclusivamente por sua atuação como astronauta, Marcos Cesar Pontes tem um extenso currículo. Nascido em Bauru (SP), ele ingressou na Força Aérea Brasileira (FAB) em 1981, aos 18 anos de idade. Ali, o então jovem militar atuou na esquadrilha de caça, foi piloto de testes e acumulou mais de 2 mil horas de voos em 25 tipos de aeronaves — como a F-15 Eagle e a MIG-29 Fulcrum — e, finalmente, se tornou tenente-coronel.

Sua carreira deu um salto importante em 1989, quando Pontes iniciou o curso de engenharia aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), vindo a se formar em 1993. Em 1998, ele conquistou o título de mestre em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School, em Monterrey, Estados Unidos.
Por fazer parte dos esforços multinacionais para construção da Estação Espacial Internacional (ISS), o Brasil obteve o direito de enviar um representante para o programa espacial da NASA. A já extensa formação de Marcos Pontes permitiu que, ainda em 1998, ele fosse selecionado em um concurso público da Agência Espacial Brasileira para ocupar o posto.

 

O primeiro astronauta brasileiro

Ao ser selecionado para representar o Brasil na NASA, Pontes teve que encerrar a sua atuação como militar. Ele passou então a receber diversos treinamentos no Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston, para exercer a função de astronauta.

Marcos Pontes completou seu treinamento no fim do ano 2000. A previsão era a de que ele realizasse a sua missão espacial no ano seguinte, mas restrições orçamentárias fizeram a NASA adiar o plano para 2003. Porém, nesse mesmo ano, o ônibus espacial Columbia explodiu durante um processo de reentrada na atmosfera terrestre. Por conta disso, a NASA suspendeu a realização de novas missões espaciais por tempo indeterminado.

Como consequência, parecia não haver mais chances de Marcos Pontes marcar o seu nome como o primeiro astronauta brasileiro a participar de uma missão espacial. No entanto, em 2005, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um contrato com o presidente russo Vladimir Putin que abriu caminho para Pontes.

Por conta da suspensão dos voos da NASA, apenas a Rússia podia chegar à Estação Espacial Internacional àquela época. A missão da qual Pontes participaria seria realizada no ano seguinte. Não havia tempo a perder. O brasileiro foi submetido a uma preparação que durou cinco meses e, em paralelo, teve que aprender russo.

Em 30 de março de 2006, a nave russa Soyuz TMA-8 partiu da base de Baikonur, no Cazaquistão, levando Marcos Pontes, o russo Pavel Vinogradov e o americano Jeffrey Williams como tripulação. Em 1º de abril, a nave se acoplou à Estação Espacial Internacional.

 

Marcos Pontes como político

Após completar a Missão Centenário, Marcos Pontes foi aconselhado pelo já falecido astronauta e ex-senador americano John Gleen a ingressar na carreira política. Pontes estreou na política em 2014 e em 2018, ingressou filiado ao PSL, partido de Jair Bolsonaro. Ele chegou a ser cogitado para o cargo de vice do presidente eleito. Mas, pelo menos desde março, o PSL já falava em colocá-lo à frente do MCTIC.

O convite de Jair Bolsonaro foi aceito de bom grado. O extenso currículo faz o nome de Marcos Pontes ser condizente com o cargo. Como ministro, Pontes disse, em gravação divulgada em redes sociais, que existem muitas coisas para fazer. “Educação para formar cidadãos qualificados, ciência para desenvolver ideias e soluções específicas para o Brasil, tecnologia para transformar essas ideias em inovações que vão se transformar em novos produtos que vão transformar em novas empresas e gerar novos empregos”, disse.


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